Médico do ES que morreu em abrigo enquanto ajudava vítimas da chuva no RS é enterrado com homenagem do Samu

  • 15/05/2024
(Foto: Reprodução)
Cardiologista Leandro Medice, de 41 anos, morreu enquanto realizava uma missão humanitária no Rio Grande do Sul ajudando as vítimas das chuvas quando teve um mal súbito. Ambulâncias do Samu fazem homenagem em enterro de médico capixaba que morreu no RS Foi enterrado na manhã desta quarta-feira (15), na Serra, Grande Vitória, o cardiologista Leandro Medice, de 41 anos. O médico morreu enquanto estava realizando uma missão humanitária no Rio Grande do Sul ajudando as vítimas das chuvas quando teve um mal súbito, segundo familiares. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram A cerimônia foi realizada no Cemitério Jardim da Paz, em Laranjeiras e reuniu dezenas de familiares e amigos. Amigos e familiares se despedem em enterro de Leandro Medice, cardiologista do Espírito Santo que morreu no Rio Grande do Sul Ari Melo/TV Gazeta Médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram uma homenagem ao médico com ambulâncias. Leandro trabalhou como médico intensivista e também se dedicou ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Amigos e familiares se despedem de cardiologista do Espírito Santo, Leandro Médice Ari Melo/TV Gazeta A morte de Leandro foi confirmada na manhã de segunda-feira (13). A suspeita é a de que o capixaba tenha sofrido um mal súbito. Carlos José Cardoso, dermatologista que embarcou com Leandro para ajudar as vítimas, disse que tentou acordar o cardiologista pelo menos três vezes até perceber que o amigo tinha morrido. O médico capixaba Leandro Medice morreu no Rio Grande do Sul, durante viagem para atendimento a vítimas da chuva. Espírito Santo Redes sociais O médico atendeu aproximadamente 100 pessoas no abrigo durante o domingo. A viagem aconteceu na madrugada de domingo (12) e os profissionais trabalharam durante todo o Dia das Mães na cidade de São Leopoldo. "No Dia das Mães, estava difícil conseguir alguém para se deslocar, mas ele se dispôs imediatamente a ir. Operou no sábado até 23h e saímos direto para o aeroporto. Chegando lá, o abrigo tinha 1.600 pessoas, 500 crianças, mais uns 200 cachorros. Estava eu, Leandro, uma colega que veio do Recife e mais duas empresárias que foram conosco. Nós fizemos atendimento direto e durante o dia a gente trabalhou feliz", disse o médico. À noite, os dois foram dormir para se preparar para o próximo dia. A ideia era passar a segunda toda trabalhando e retornar para Vitória à noite. Mas, o amigo não conseguiu acordar Leandro. "Ele já estava cansado, mas normal, conversando. Ele foi dormir do meu lado. Pela manhã, fui acordá-lo cedo, mas tive dificuldade no primeiro momento, mas só achei que ele estivesse cansado. Umas 6h30, voltei e toquei a mão dele, estava um pouquinho morno, mas como entrava um vento gelado, achei que fosse por causa disso. Quinze minutos depois, voltei e realmente achei muito estranho ele não ter acordado. Na hora que eu fui tocá-lo, ele já estava frio, já tinha falecido e não tinha muito tempo, porque às 4h eu ouvi o ronco dele", contou. O Samu foi acionado e o corpo do médico foi levado até o Instituto Médico Legal (IML) de Porto Alegre. O marido do médico, o acupunturista João Paulo Martins, contou que reconheceu o corpo de Leandro com a irmã de Leandro. Afilhada escreveu carta Nas redes sociais, o médico Leandro Medice chamava a sobrinha, a nutricionista Amanda Medice, de 'filhota'. Profissional morreu durante viagem para ajudar vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. Reprodução/Redes Sociais Amanda Medice, de 22 anos, é sobrinha e afilhada do médico, e comentou que os dois tinham planos que não vão mais se concretizar, como um almoço em meio à correria do dia a dia. Ela publicou uma despedida nas redes sociais lamentando a morte do tio. Leia a carta da sobrinha na íntegra: Carta aberta para o meu dindo: 🖤🥀 Morrer é ridículo. Você combinou o que iríamos almoçar na semana seguinte, está com planos de reformar sua casa, está preocupado com contas, com várias ideias para o instituto… e do nada, pela manhã, morre. Como assim??? E os e-mails que você não leu? sua toalha molhada no varal? suas roupas para lavar? o instituto para limpar? os pacientes? a nossa família? Você passou mais de 10 anos estudando, se profissionalizando… fez fisioterapia, medicina, se especializou em cardiologia, intensivista, transplante capilar… De uma hora pra outra, tudo termina num infarto no meio da tragédia que você foi ajudar no Rio Grande do Sul. Morrer é uma loucura. Te obrigada a sair da festa na melhor hora, sem se despedir de ninguém, sem ter um último abraço ou um último “te amo”. Dindo, meu amor, éramos tão iguais e nunca me imaginei escrevendo isso para você… para sempre serei sua filha, sua cópia! Eu te amo além da vida, com amor, sua filha do coração, Amanda. João Paulos Martins, marido de Leandro disse ao g1 que ele era muito saudável e sem histórico de doenças. "Ele era muito saudável, sempre cuidou da saúde. Nunca teve histórico nenhum de problemas. Eu ainda não consigo acreditar no que aconteceu. Quando me contaram, pensei que fosse brincadeira. Ele foi para ajudar as pessoas e aconteceu essa tragédia", contou João Paulo. Autoridades lamentam morte Diversos amigos e familiares também lamentaram a morte do médico. O presidente Lula publicou nas redes sociais uma nota de solidariedade à família. "Os meus sentimentos à família do médico voluntário Leandro Medice que nos deixou ontem. O cardiologista, que morava no Espírito Santo, estava em São Leopoldo (RS) ajudando as vítimas da enchente. Leandro morreu de um mal súbito. Ele é um exemplo de entrega e solidariedade, como o que estamos vendo de todas as partes do Brasil para ajudar o povo gaúcho neste momento de dificuldades. Um sentimento que une o nosso país e que tenho certeza que se repetiria caso outra parte do nosso país sofresse uma tragédia desta dimensão. Estendo meu abraço a todos os voluntários e as voluntárias que estão por todo o estado ajudando quem precisa", escreveu. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também se solidarizaram com a morte e foi decretado luto oficial de três dias. O Conselho Regional de Medicina (CRM) também se solidarizou com a morte do médico. "Leandro Médice Passos Costa demonstra a grandeza dele e o melhor do caráter de ser médico, que é prestar serviço aos que mais precisam de nós. A notícia da sua morte, no Rio Grande do Sul, para onde tinha ido prestar serviços voluntários, é um duro golpe para familiares, amigos e colegas de profissão. Todo o nosso corpo de conselheiros do CRM-ES se solidariza com familiares, amigos e com as pessoas que o conheceram e sabiam da sua vocação e sensibilidade como médico. Fica, para todos nós, o seu exemplo humano e profissional". Ao chegar no Rio Grande do Sul, o médico Leandro Medice trabalhou durante todo o domingo (12) atendendo vítimas das chuvas. Espírito Santo Reprodução/Redes sociais Médico gravou vídeo mostrando situação no RS Antes de viajar para o estado que foi atingido pela tragédia da chuva, o profissional compartilhou vídeos falando sobre o desejo em ajudar as vítimas das chuvas e disse estar "ansioso". "Ei pessoal! Hoje eu estou fazendo uma coisa diferente. Pela primeira vez, eu vou partir para uma missão humanitária. O Sul está precisando da gente. Então, saí um pouco da minha rotina, do conforto do consultório. A cirurgia acabou agora pouco, a gente já emendou. São 4h da manhã agora. A gente tá indo pra lá ajudar os nossos irmãos que estão precisando. Eu vou tentar passar pra vocês aqui a real situação que está lá até mesmo pra gente conseguir juntar mais forças pra ajudar o pessoal, que está precisando em meio a essa catástrofe no Sul. Assim que eu conseguir, eu mostro tudo que está acontecendo e vamos juntos nessa missão. Conto com a oração de vocês pra gente juntar forças e ajudar o máximo de pessoas que a gente conseguir. ", disse na publicação. Suspeita de mal súbito De acordo com o esposo de Leandro, o acupunturista João Paulo Martins, Medice trabalhou a semana inteira com cirurgias na empresa de estética capilar e organizou a viagem ao Rio Grande do Sul com um grupo de amigos, também médicos, em um jato particular. No mesmo dia, Medice contou ao esposo que trabalhou o dia inteiro aferindo pressão e fazendo os primeiros atendimentos básicos para as vítimas da chuva na região. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2024/05/15/medico-do-es-que-morreu-em-abrigo-ajudando-vitimas-da-chuva-no-rs-e-enterrado-com-homenagens-do-samu.ghtml


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